persona non grata

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Sexta-feira, Setembro 26, 2003

Pecinha

Há tempos já diziam
Que no mundo só existiria
Amor, harmonia e paz

Que mais?

Há tempos já se ouvia
Que algum dia ninguém faria
O que hoje o homem faz

Que mais?

Há tempos se comentava
Que novo tempo já chegava:
Mundo novo nasce,
E o mundo atual jaz

Que mais?

Descortine-se, arreiem os cenários
Chama o diretor,
Porque o contra-regras errou na iluminação

Escrito por Dodico à(s) 4:45 AM - Manifeste-se a respeito:


Terça-feira, Setembro 23, 2003

Cidade quente, e muito barulho, e muita conversa, e muito carro, e muita gente...
O Rio de Janeiro te sufoca às vezes, cidade quente...
Sinto que perdi espaço, que não tenho onde ficar nessa quentura.
Vou para casa e, sinceramente, a única coisa que espero, espero mesmo, é que o elevador esteja já no 1o. andar... pelo menos.

Escrito por Dodico à(s) 8:36 PM - Manifeste-se a respeito:


Segunda-feira, Setembro 08, 2003

As ofertas estão à mesa. Tento servir-me, mas não sei se posso pagar. Nem sempre nós podemos custear o nosso estômago. Tento provar da salada, encher-me na entrada, e beliscar sobremesas. Banqueteio. Tomo um suco, e descanso com o peso no corpo. Pesa tanto, que não consigo dormir. Viro de lado, e me incomoda. Viro de frente, e me é extremamente desconfortável. Penso que exagerei e que não deveria ter comido tanto. É tarde. Terei agora de conviver um tempo com todo esse excesso e depois arcar com as conseqüências. E com o pior de tudo: como vou encarar o tão esperado jantar, aguardado por três semanas seguidas? Como vou provar da verdadeira boa comida, se já estou farto de coisas supérfluas e que só foram boas por momentos? Queria muito perder a mania de estragar o meu filé por causa de feijão com arroz.

Escrito por Dodico à(s) 10:52 AM - Manifeste-se a respeito:


Quinta-feira, Setembro 04, 2003

Mar e falésia, falésia e mar,
Quem diria que o amor ainda há.
Por mais que as ondas se chocassem
De explosão, extraía-se contato, energia e emoção.

Do agito, do balanço, da harmonia e dos conflitos,
Onde vagueiam caravelas e sonhos, aventuras e esperanças,
Avista-se um fim, por vezes provável, por vezes certeiro,
Unindo êxtase e tristeza, fuga e vida, ilusão e escuridão.

Do confronto, do impacto, do transtorno e da revolta,
Vira e em meia volta, calma, saudade, mansidão, tranqüilidade
E a dor atrás, constante, pulsante
Com o tambor à frente, ritmado, visível e feliz

Atira-se ao mar, molha-se de sensações
Nada velozmente, e esquece da tormenta.
Falésia e mar, mar e falésia
Quem diria que o amor ainda resta!

Escrito por Dodico à(s) 12:21 PM - Manifeste-se a respeito:


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