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Terça-feira, Outubro 07, 2003
Sabe quando às vezes você se imagina girando, girando, girando, de braços e olhos bem abertos?
Nesse momento, a impressão de que se tem é a de que se sente tudo e ao mesmo tempo nada, de que você pode ver tudo, enxergar tudo, mas é tão rápido que as coisas passam e você nem se dá conta. O vento que se sente nos braços e que suas mãos parecem querer tocar é um pouquinho de cada lugar, mas você só o sente também quando até o lugar já passou.
E você roda, roda, roda, e depois de um tempo rodando, a idéia do seu peito aberto recebendo tudo aquilo é trocada pela suas conjeturas sobre qual o momento certo de parar, para onde estar voltado quando parar, o que receber, o que sentir de verdade, o que ver de forma calma e serena.
Até parece que nesses instantes estamos sem rumo. Mas que nada! Não temos rumo algum, na verdade só giramos, sem sair, em nenhum momento, do mesmo lugar.
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