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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
Às vezes, vejo-me metido em meio a pensamentos, absorto em reflexões, perdido entre o esgotamento e a não-perspectiva.
São momentos assim os mais críticos, quando não se pode falar que não se faz nada, pois a rotina é uma realidade que se prostitui a qualquer um; não se pode falar que se faz demais, pois o tempo lhe é tão extenso que só a possibilidade de ocupá-lo por inteiro pertuba os mais internos nervos do corpo.
É o meio-termo entre o desabrochar e o murchar, entre a euforia e a melancolia.
Sei lá que nome tem isso, sei que, para mim, vida não é.
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