persona non grata

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Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Ô, menina danada do vestido sujo! Ora retorno...

Cheguei pelos traçados desguedelhados
Que desenhaste com giz e que o tempo mal borrou.
Cheguei pela amarelinha de céu que nunca chega:
Tantas pedras colocaste em teu caminho!

Vim por teu abraço enfulijado,
E pelas turbamultas de teus laços em fita.
Vim por teu sorriso desmaiado,
Pelo teu viço morno, teu contentamento frouxo, tua tristeza em mar.

Encontrei-te quietinha, minha menina já velha.

Lembras de mim?
Eu sou aquele que te deixou, no dia em que tentaste me abraçar.

Escrito por George de Lucena à(s) 10:43 PM - Manifeste-se a respeito:



Chega de fusões confusas!
Eis aqui meu alarido enfastiado:
Minha toalha de juta largada, suja, escarnecida, jogada junto ao ofego rouco de tanto gritar por atenção.

Agora torço por um esperar por vir e por aquele enjôo bom que enrota o lençol numa noite de sonho sem sono.

Quero dos mais limpos o canto
e quero a seda quente do calor de um só corpo.

Quero uma saudade sem tesão.

Quero querer um castelo, para escrever sobre ele e falar sobre ele e beber sobre ele e dormir sobre ele, de tão cansado! (mas não do castelo - é que, no castelo, levar-me-ão numa garupa para tomar dos sorvetes e subir nas árvores, só para depois jantar suado com cheiro de rua)

Quando vier o enjôo, eu vou estar sentado na poltrona com as pernas a balançar, por não querer pisar mais nesse chão.

Vou estar de banho tomado, em ponto, o cabelo arrumado, a roupa combinando e o olhar ronceiro com a mão esticada, porque não vou mais querer me perder por aí.

Escrito por George de Lucena à(s) 1:14 AM - Manifeste-se a respeito:


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